terça-feira, 11 de setembro de 2012





19 de agosto - domingo


dez de ida, dez de volta

de bike, até o festival do bourbon

amazing! tour daquelas

a endorfina é a melhor droga

chegando lá, um rapaz da itália me perguntou se podíamos amarrar as bicicletas juntas

ele tava sem cadeado e sem celular

amarramos as danadas, deixei o segredo com ele, prontamente esquecido, conforme pude perceber pela maneira como ele repetia os números com os lábios

combinamos de nos encontrar às 21 h

às 21 h tava rolando o xou mais lindo do mundo. e tinha uma multidão inatravessável entre mim e as bikes

mandei uma telepática para o broder, dizendo q ia furar

meditei um pouco sobre isso: o q faz com q sejamos levados a furar um compromisso. a furar o olho de alguém. a trair a confiança do companheiro. resposta: sempre haverá um show maravilhoso

acabou q ele estava mais doido q eu: empolgou demais com o xou dos playing for changes, pediu desculpas por não ter comparecido. fiz cara de misterioso e perguntei: recebeu minha telepática? o rapaz riu em italiano, desamarramos as bicicletas, pegamos cada qual o seu rumo

fiquei perdido e sem gps na volta, ali pelas bandas do ibirapuera, noite alta

17 de agosto, sexta

aqui no quarto, à meia luz, tudo fechado, fumaças no ar (erva cidreira e erva mateira), lou reed na vitrola, percebo q a vida é simples

desde que se esteja apartado

adoro forjar úteros

o prazer do recôndito

daqui a pouco rompo a barreira do íntimo, dou um jeito de nascer meu nascimento macunaímico: vou colar ali no núcleo contemporâneo

as orquídeas vão tocar o repertório do ita

vou de preto, de a pé, e embriagado

1 km de caminhada entre os jardins do bairro

a mão doendo de escrever: vou dar mais um tapa