terça-feira, 11 de setembro de 2012

17 de agosto, sexta

aqui no quarto, à meia luz, tudo fechado, fumaças no ar (erva cidreira e erva mateira), lou reed na vitrola, percebo q a vida é simples

desde que se esteja apartado

adoro forjar úteros

o prazer do recôndito

daqui a pouco rompo a barreira do íntimo, dou um jeito de nascer meu nascimento macunaímico: vou colar ali no núcleo contemporâneo

as orquídeas vão tocar o repertório do ita

vou de preto, de a pé, e embriagado

1 km de caminhada entre os jardins do bairro

a mão doendo de escrever: vou dar mais um tapa